Como O Pole Dance Mudou Minha Vida – Por Ju Xavier

19 jan

Antes do texto da Ju, um parágrafo pra mim: A proposta geral do blog é dismistificar o Pole Dance. Fico feliz quando ganho bons feedbacks- como o comentário que recebi no post anterior, uma tal de Silvia disse: “O Pole, agora eu sei: é completo. Ele é dança, ginástica localizada e terapia. É Yoga, circo e filosofia. É um tanto de coisa e não é nada disso. Isso porque é único. É Pole Dance.” confesso q tinha um certo preconceito, mas achei tão interessante que quero tentar um dia!!!! “  – que bom Silvia!! será muito bem vinda no dia que quiser tentar -além dela acredito que uma boa porcentagem de quem entra aqui (uma média de atualmente 300 pessoas  por dia) tem esta mesma percepção. Vou ficar satisfeita mesmo quando toda cidade mudar sua opinião. Ambição minha? não, necessidade. Quero um dia, enfim, continuar com o que amo, receber respeito e conquistar respeito também para todas as praticantes e futuras  praticantes. Que ninguém tenha que passar pelas situações que passei e passo.

Agora o relato da Ju Xavier, que atualmente  é minha aluna e também professora de Pole Dance  no nosso Studio.

Como o Pole Dance Mudou Minha Vida –  Júlia Xavier

pole dance superman

Nunca fui uma atleta, muito menos uma dançarina. Quando pequena, jogava futebol com meu irmão e seus amigos, mas sem muito sucesso. Procurei aulas de jazz, mas, mais uma vez, vi que não levava jeito pro negócio. O tempo passou e me tornei aquela menina que matava aula de educação física pra ficar conversando no banheiro, com total horror a esportes. Insatisfeita com meu corpo, tentei por anos ir à academia, mas detestava tudo. Não via mudança física alguma (mesmo por que não fazia com regularidade), e era um verdadeiro desperdício de tempo e dinheiro.
Não me lembro bem como nem quando conheci o Pole Dance. Há uns 3 anos me interessei, sabe-se lá como, pela dança. Procurei por aulas em BH, mas só havia um único estúdio que era inviável pra mim, por ser longe e muito caro. Assim, deixei de lado a ideia de praticar pole dance. Pensei também: ‘não tenho força alguma, muito menos flexibilidade, não sou sexy o suficiente e nem tenho um corpo bonito pra dançar’ – mais um motivo para desistir.
Eis que, no ínicio de 2012, uma amiga mencionou que conhecia uma pole dancer que começaria a dar aulas na Savassi (excelente para mim, que moro do lado). Nisso, recuperei totalmente o interesse pela dança, e mal via a hora de começar. Falei pra mim mesma que daria o melhor de mim e seria a melhor aluna, mais dedicada e apaixonada pela dança. Não deu outra. Logo na minha primeira aula experimental, mesmo que desajeitada, me apaixonei. Não ligava pras dores e roxos pelo corpo, muito pelo contrário. Achava que eles demonstravam o quanto eu realmente me dedico e amo o pole dance. O tempo foi passando e vi que levava jeito pra coisa. Fiquei forte, ganhei flexibilidade e o melhor – auto confiança. Fiquei, finalmente, satisfeita comigo mesma e com meu corpo.
Infelizmente, nem tudo são flores. O paradigma que paira sobre o pole dance ainda é muito forte. A primeira coisa que minha mãe disse quando contei que faria aulas foi ‘é aquela dança de stripper?’ e eu respondi que sim, era, mas que ia muito além daquilo. Mostrei vídeos de atletas, mas não consegui tirar o preconceito dela. Ainda hoje tenho que esconder do meu pai e do resto da família, que pensariam no mínimo que eu estaria dançando em boates de strip. Isso não me fez desistir, apenas me motivou mais ainda a mostrar o que realmente é o pole dance. Me apresentei na faculdade, com pessoas de mente muito pequena, mas que, no fim das contas, adoraram e falaram que nunca pensavam que o pole dance seria dessa forma. Fiquei muito feliz com reconhecimento e admiração que ganhei das pessoas. Ganhei, além de tudo, respeito.
Atualmente sou completamente viciada em pole. Não consigo ficar mais de uma semana sem praticar, e posso falar que finalmente me encontrei em algo e me identifiquei. Apresento em festas com roupas mínimas, com a maior auto confiança em mim mesma, sem nenhum pudor em relação ao meu corpo. Fui tão dedicada que passei a dar aulas com menos de 8 meses de prática. Progredi muito rápido, pois fui motivada pelo amor e admiração que tenho pela dança. Consegui fazer movimentos que jamais pensaria que fosse capaz. Extrapolei o que achava que era meu limite, e vi que sou capaz de muito mais. Recomendo o pole dance para TODAS as mulheres: altas, baixas, gordinhas, magrelas, tímidas, extrovertidas… é simplesmente apaixonante!

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3 Respostas to “Como O Pole Dance Mudou Minha Vida – Por Ju Xavier”

  1. maria nilda kretle março 24, 2013 às 8:44 pm #

    sou apaixonada,,meu sonho è dominar essa danca.

  2. Amanda abril 29, 2013 às 4:47 pm #

    Nossa que legal, estou super interessada em fazer aulas, mais sou timida e nunca dancei absolutamente nada, será que eu conseguiria ? Tem restrições de idade para começar ?

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